O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, anunciou que ingressará “em escala” com ações judiciais contra parlamentares que, segundo ele, integram uma estratégia do governo Luiz Inácio Lula da Silva para desgastá-lo politicamente.
Entre os alvos citados estão o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo na Câmara, além de André Janones (Avante-MG) e Otoni de Paula (MDB-RJ). Flávio alega que os três publicaram acusações “infundadas” contra ele nas redes sociais.
“Vão todos ser processados. Terão que provar o que estão dizendo ou serão responsabilizados cível, criminal e eleitoralmente. São narrativas falsas e requentadas nas quais não há nenhuma prova contra mim”, declarou o senador. Ele acrescentou nunca ter sofrido condenação judicial e afirmou que “Lula escalou um time para ficar me atacando”.
Queixa-crime contra Janones e pedido de prisão de Eduardo Bolsonaro
No mesmo contexto de confrontos judiciais, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma queixa-crime contra André Janones. O parlamentar é acusado de injúria, calúnia e difamação por publicações em que chama Bolsonaro de “ladrão”, “vagabundo” e “safado”.
Também no STF, Lindbergh Farias apresentou pedido de prisão preventiva do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O petista sustenta que Eduardo estaria tentando pressionar autoridades brasileiras ao cogitar levar ao ex-presidente norte-americano Donald Trump denúncias sobre supostas irregularidades no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas últimas eleições.
Acusações de Otoni de Paula
Otoni de Paula, que apoia a eventual candidatura presidencial de Ronaldo Caiado (União Brasil), acusou Flávio Bolsonaro de supostamente chefiar um esquema de corrupção ligado à gestão de hospitais federais no Rio de Janeiro durante o governo Jair Bolsonaro. O senador nega qualquer envolvimento e reforça que buscará reparação na Justiça.
Flávio Bolsonaro não especificou a data em que protocolará as ações, mas garantiu que os processos ocorrerão “em escala” e terão repercussões cíveis, criminais e eleitorais.
Com informações de Direita Online