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Direita intensifica ataque ao Desenrola 2 e acusa programa de ser paliativo eleitoreiro

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Políticos do campo conservador ampliaram nesta terça-feira (5) a campanha nas redes sociais contra o Desenrola 2, iniciativa do governo Luiz Inácio Lula da Silva voltada à renegociação de dívidas da população. A nova rodada do programa, lançada em ano de eleições municipais, é classificada por opositores como medida “cosmética” que não enfrenta as causas do endividamento.

Flávio Bolsonaro prepara vídeo de crítica

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato mais bem colocado da direita para 2026, informou que divulgará um vídeo chamando o Desenrola 2 de “tentativa de apagar incêndio com copo d’água”. Para o parlamentar, o principal fator por trás do endividamento é o “descontrole dos gastos públicos”, atribuído por ele ao atual governo.

Em postagem de apoio a Bolsonaro, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) escreveu na rede X que, “se o governo lança dois Desenrolas em um único mandato, é porque não fez a sua parte para evitar que os brasileiros se enrolassem”. Flávio respondeu à publicação chamando o Executivo federal de “o mais enrolador e impostor da história”.

Primeira edição apontada como fracasso pela oposição

O primeiro Desenrola, criado em julho de 2023, foi rotulado pela bancada de oposição como fracassado. Dados citados pelo grupo mostram que o endividamento das famílias continuou a subir e atingiu patamar recorde no fim de março de 2026, com mais de metade da população adulta enfrentando dificuldades para quitar débitos.

No Palácio do Planalto, auxiliares de Lula atribuem o aumento das dívidas à “herança” deixada pelo governo anterior e ao avanço das apostas esportivas (“bets”). Já economistas críticos à gestão atual sustentam que o desequilíbrio fiscal agrava o problema: a dívida pública alcançou 80,1% do PIB em março, maior nível da série histórica.

Estrategia de olho no eleitor jovem

Além de atacar o programa, Flávio Bolsonaro tem direcionado mensagens ao público de 16 e 17 anos. Em vídeo recente, o senador pediu que menores de idade emitam o primeiro título de eleitor, alegando que o voto seria “decisivo para garantir empregos melhores e mais segurança”.

O governo, por sua vez, mantém o cronograma do Desenrola 2 e alega que a nova fase deve ampliar o número de famílias beneficiadas e fortalecer o diálogo com a chamada classe C, segmento considerado estratégico para o pleito municipal de outubro.

Com informações de Gazeta do Povo