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Alcolumbre encerra CPI do Crime Organizado e gera críticas de relator no Senado

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Brasília — O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu não prorrogar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, instalada em novembro de 2025. A informação foi confirmada nesta terça-feira (7) pelo relator do colegiado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

Segundo Vieira, Alcolumbre justificou o fim dos trabalhos por se tratar de ano eleitoral, argumento que o relator rechaçou. “Ele presta um grande desserviço à nação”, afirmou. Sem a prorrogação, a CPI será encerrada na próxima terça-feira, 14 de abril.

Sem recurso ao STF

Vieira disse que não pretende recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter a decisão. Em 26 de março, o STF rejeitou, por 8 votos a 2, a extensão da CPMI do INSS, entendimento que o senador considera um indicativo de que novas tentativas teriam poucas chances de prosperar.

Pagamentos do Banco Master

O relator destacou que apenas nesta terça chegaram à CPI dados da Receita Federal sobre pagamentos do Banco Master ao escritório Barci de Moraes, pertencente à família do ministro Alexandre de Moraes. O contrato, firmado por três anos, totaliza R$ 129 milhões. “Deveriam ter chegado antes; por algum motivo, a Receita esqueceu desses dados no primeiro envio”, criticou.

Nova CPI depende de Nunes Marques

Um pedido para instalar a CPI do Banco Master aguarda despacho do ministro Nunes Marques, do STF. De acordo com Vieira, senadores solicitaram audiência com o magistrado, mas não foram atendidos. “Nas próximas semanas, devemos judicializar a instalação de uma CPI própria para apurar o caso Master”, declarou.

O parlamentar avaliou que Alcolumbre “não vai instalar nenhuma CPI por vontade própria” e que essa postura será “teste” para a atuação do Supremo, já que a Corte admite avaliar pedidos de criação de comissões.

Críticas ao procurador-geral

Vieira ainda questionou a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por não enxergar irregularidades no contrato entre o Banco Master e o escritório da família de Moraes nem na conduta do ministro Dias Toffoli, que deixou a relatoria do caso após a Polícia Federal encontrar menções a ele no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.

Com o encerramento na próxima semana, a CPI deve concluir seus trabalhos sem apresentar relatório final sobre as investigações envolvendo organizações criminosas e possíveis relações com autoridades públicas.

Com informações de Gazeta do Povo