A Polícia Federal (PF) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma extensão do prazo para investigar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger. As investigações envolvem um suposto esquema de tráfico de influência, onde eles teriam atuado como intermediários em contratos com o setor público. Ambos negam qualquer envolvimento em atividades ilegais.
O pedido de prorrogação foi feito após o término do prazo inicial de 60 dias. A PF busca aprofundar a apuração sobre as relações societárias e as movimentações financeiras dos investigados. Além disso, foi solicitada uma análise das agendas de Lulinha e de outros alvos nas interações com órgãos públicos, bem como das viagens realizadas por eles no Brasil e no exterior.
Em nota, a defesa de Lulinha criticou o pedido da PF, descrevendo-o como uma “fishing expedition”, ou seja, uma busca genérica e sem um alvo específico. A defesa argumenta que a investigação original, que alegava que Lulinha recebia R$ 300 mil mensais através de Roberta, não se sustentou, pois não foram encontrados pagamentos que comprovassem essa tese.
No último dia 17, Roberta Luchsinger concedeu uma entrevista à CNN, onde mencionou que Lulinha se reunia regularmente com ministros do governo e expressou sua intenção de colaborar com a Justiça por meio de uma delação premiada. Ela se posicionou contra o que chamou de tentativa de transformá-la em “boi de piranha” nas investigações da PF.
A defesa de Lulinha enfatizou que a investigação tem se desviado dos fatos e se tornado uma perseguição pessoal, criticando a lógica utilizada pela PF, que, segundo eles, busca um crime a partir de um alvo previamente escolhido, ao invés de investigar fatos concretos.
Enquanto isso, a PF aguarda a decisão do STF sobre o pedido de prorrogação, que foi protocolado no início de outubro.
Fonte: Revista Oeste.









