As gigantes da tecnologia Meta, Google e X informaram ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que não constataram irregularidades no canal “Exército do Lula”, gerido pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A comunicação foi feita nesta sexta-feira, 23, em resposta a uma solicitação do ministro, que teve origem em um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
O canal, que conta com 10 milhões de participantes, tem como objetivo mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, oferecendo orientações sobre como aumentar o alcance de publicações nas redes sociais. As instruções incluem o uso de hashtags em horários específicos e textos prontos para compartilhamento em outras plataformas.
A campanha de Flávio Bolsonaro questiona a legitimidade dessas práticas, alegando que as orientações podem configurar uma coordenação em rede. Um exemplo citado pela equipe jurídica refere-se a uma recomendação de Janones para que os participantes pesquisassem a frase “Bolsonaro mandou matar Lula” no Google.
O X reconheceu a existência de ações coordenadas no uso de hashtags e outros termos sugeridos no canal, mas destacou que a maioria dessas atividades foi realizada por usuários autênticos, não infringindo as diretrizes da plataforma. A empresa apontou que apenas 3% das contas analisadas apresentaram indícios de comportamento inautêntico e suspendeu um total de 12.454 contas, com outras 398 passando por verificação.
Em relação ao Google, a empresa afirmou que suas análises não encontraram sinais de ameaças cibernéticas ou tráfego automatizado. O Google também fez uma distinção entre mobilizações legítimas de usuários reais e manipulações por sistemas automatizados.
A Meta, por sua vez, apresentou uma análise preliminar do canal e dos conteúdos no Instagram, mas solicitou cinco dias adicionais para concluir a verificação de parte do material que foi entregue pela campanha de Flávio, justificando que o prazo inicial era insuficiente.
Além disso, a disputa em torno do canal “Exército do Lula” também foi levada a outras esferas do TSE. O ministro Floriano de Azevedo Marques atendeu a um pedido da campanha de Lula, impedindo que o presidente do TSE suspendesse o canal por decisão administrativa. A decisão anterior do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, já havia determinado a continuidade do grupo.
Embora as plataformas não tenham encontrado irregularidades em suas análises iniciais, a investigação ainda está em andamento, já que a Meta deve finalizar a verificação de parte dos conteúdos apresentados pela campanha de Flávio Bolsonaro.
Fonte: Revista Oeste.










