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De perseguidor a pastor: muçulmano convertido lidera igreja secreta no norte da África

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Quem: Tarek* (nome fictício), ex-seguidor do islã no norte da África.

O que: Depois de anos perseguindo cristãos, teve uma experiência que o levou a abraçar a fé que combatia. Hoje, atua como pastor de uma igreja clandestina.

Onde: País não identificado no norte do continente africano.

Como tudo começou

Filho de um líder muçulmano local, Tarek dedicava-se a frear o crescimento do cristianismo em sua comunidade. “Não aceitava que outra religião se opusesse a mim”, relatou ao Global Christian Relief. Quando sentia dúvidas, buscava apoio em religiosos mais radicais para reforçar sua postura.

A virada

Questionando pontos do islã, Tarek decidiu fazer sua primeira oração pedindo a verdade “em nome de Jesus Cristo”. Ele afirma ter sentido “uma alegria profunda” e se reconhecido como perseguidor “do verdadeiro Senhor”. O arrependimento marcou o início de sua nova caminhada.

Consequências imediatas

Após declarar-se cristão, Tarek perdeu o emprego, foi expulso de casa e precisou mudar-se várias vezes devido a ameaças. “Agradeço a Deus por não ter me abandonado”, contou.

Ministério clandestino e prisão

Anos depois, já pastor, ele passou a reunir fiéis em sua própria casa. Durante um encontro, policiais armados invadiram o local e confiscaram seu celular. Autorizado a fazer uma última ligação, Tarek conseguiu apagar dados que expunham outros cristãos.

Ele, juntamente com membros da congregação, passou seis meses preso e recebeu multas. No tribunal, não negou a fé. “Todo o tribunal ouviu que aquele era o caso dos cristãos”, relatou.

Desafios atuais

Tarek ainda enfrenta processos judiciais e, como muitos cristãos na região, vive sob constante vigilância. Apesar disso, afirma ver as dificuldades como chance de testemunhar.

Apelo à igreja global

“Minha mensagem é para as igrejas que têm liberdade: que se compadeçam dos irmãos que sofrem”, disse.

*Nome trocado por razões de segurança.

Com informações de Guiame