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Pastor é afastado de igreja na Virgínia após ser acusado de enviar fotos explícitas a adolescente

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O pastor Kenny Baldwin, da Crossroads Baptist Church, em Baileys Crossroads, Virgínia (EUA), foi afastado de todas as funções ministeriais depois de ser formalmente acusado no condado de York, Pensilvânia, de ter enviado reiteradas mensagens e imagens sexualmente explícitas a um menor de idade.

Acusações e processo judicial

Baldwin foi indiciado no início deste mês por quatro crimes: contato ilegal com menor, corrupção de menor, exposição indecente e disseminação de material obsceno. Ele responde ao processo em liberdade após pagar fiança de US$ 80 mil e deve comparecer a uma audiência preliminar em 10 de agosto.

Posicionamento da igreja

Em comunicado divulgado no último domingo, a Crossroads Baptist Church informou que está “cooperando totalmente com as autoridades competentes” e buscando “aconselhamento bíblico e legal” enquanto o caso avança. A congregação afirmou permanecer comprometida com a integridade e a prestação de contas, mesmo diante do “profundo pesar” provocado pelos acontecimentos.

Repercussão em instituições cristãs

A Veritas Baptist College, faculdade bíblica on-line com sede em Indiana, anunciou a revogação imediata da posição de Baldwin em seu conselho diretor, classificando a conduta atribuída ao pastor como “repreensível, pecaminosa e contrária aos padrões bíblicos”.

Já a Pensacola Christian College, na Flórida, declarou não manter vínculo formal com Baldwin, embora ele tenha palestrado em seu campus no passado. A escola manifestou “profunda tristeza” e reforçou que abusos sexuais e quebra de confiança não condizem com o caráter exigido de líderes cristãos.

Detalhes da investigação

Documentos judiciais apontam que Baldwin conheceu a vítima em novembro de 2024, em Warrington Township, Pensilvânia, ocasião em que trocaram números de telefone. As conversas teriam evoluído para conteúdo sugestivo, incluindo comentários sobre o tamanho do órgão genital do pastor. Após o adolescente instalar o aplicativo WhatsApp, Baldwin teria passado a enviar fotos das próprias genitais com frequência.

A polícia afirma que as imagens mais recentes foram enviadas em 21 de maio e 1º de junho deste ano. Segundo o inquérito, o pastor admitiu o comportamento em 9 de junho e relatou aos investigadores, em 12 de junho, ter encaminhado ao menos 15 fotos explícitas ao menor.

Em 2020, Baldwin ganhou projeção nacional ao ser hospitalizado com COVID-19 no início da pandemia, episódio que mobilizou correntes de oração em vários países.

Com informações de Folha Gospel