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Refugiados da Coreia do Norte têm primeiro contato com a Bíblia em casas seguras na fronteira

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Refugiados norte-coreanos que conseguem escapar das rígidas fronteiras do país estão, pela primeira vez, estudando a Bíblia em abrigos administrados pela organização cristã Portas Abertas e parceiros locais. Nessas casas seguras, localizadas fora do território norte-coreano, o livro sagrado deixa de ser um objeto proibido sob pena de morte para se tornar fonte de descoberta espiritual.

A fuga continua arriscada. Para deixar a Coreia do Norte, considerada o lugar mais perigoso do mundo para cristãos, os cidadãos recorrem a travessias clandestinas ou subornos na obtenção de vistos. O controle de fronteira intensificado nos últimos anos reduziu o número de êxodos, mas quem alcança o exterior encontra, além de alimentação, abrigo e assistência médica, um ambiente livre de perseguição imediata.

O primeiro contato com as Escrituras confronta décadas de doutrinação estatal que descreve o cristianismo como inimigo do regime. Ao ler a Bíblia sem a presença de agentes do governo, muitos refugiados questionam as narrativas oficiais sobre verdade, autoridade e propósito de vida. Alguns abraçam a fé cristã; outros permanecem inseguros, mas todos relatam impacto profundo.

O conhecimento adquirido, porém, pode representar novo risco. Caso sejam capturados durante o trajeto ou decidam retornar para reencontrar familiares, esses fugitivos enfrentam interrogatórios padronizados sobre envolvimento com igrejas, missionários e leitura da Bíblia. A simples confirmação de contato com o texto sagrado pode resultar em prisão, tortura, trabalho forçado ou execução.

Para evitar apreensões, os retornados não carregam exemplares impressos. Levam somente o conteúdo memorizado, impossível de confiscar, mas perigoso em caso de questionamento. “Cada estudo bíblico é uma decisão sobre o que levar de volta”, revelou um parceiro local da Portas Abertas, destacando o dilema entre segurança temporária e possíveis consequências futuras.

A Portas Abertas mantém as casas seguras por meio de doações e orações da igreja global, oferecendo refúgio físico e apoio espiritual a quem arrisca a vida na busca por liberdade de fé.

Com informações de Folha Gospel