Home / Notícias / Mundo Cristão / Pastor conta como nasceu a prática de oração 24 horas no Rio Grande do Sul

Pastor conta como nasceu a prática de oração 24 horas no Rio Grande do Sul

ocrente 1779529773
Spread the love

Porto Alegre (RS) – O pastor Joel Engel relembrou nesta semana os episódios que deram origem ao modelo de oração ininterrupta, conhecido como “24/7”, iniciado no interior do Rio Grande do Sul após o avivamento de 1987 em Faxinal do Soturno.

Avivamento de 1987 serviu de ponto de partida

Segundo Engel, o derramamento do Espírito Santo verificado em 12 de maio de 1987 – marcado por jejuns e clamor coletivo – se espalhou por diversas cidades, alcançou jovens e famílias e inspirou a adoção de cultos contínuos. “Existe um rio que vem do trono de Deus. Esse rio vem das orações dos santos”, afirmou o pastor ao explicar o princípio de adoração sem interrupção.

Referência bíblica sustenta a prática

Ao citar Apocalipse 4, Engel ressaltou que seres celestiais “não descansam nem de dia nem de noite”, declarando santidade a Deus. Para ele, essa é a base do formato 24 horas por dia, sete dias por semana. “Começa no céu e deve continuar na Terra, dia e noite, sem cessar”, disse.

Retiro em Cachoeira do Sul confirmou direção

Durante um retiro de 21 dias em Cachoeira do Sul (RS), o pastor relatou ter recebido orientação específica: implantar na igreja o mesmo modelo celestial. Ele descreveu uma visão de um “lençol do céu cheio de coisas preciosas” enquanto o grupo adorava de mãos dadas. “Deus falou comigo: estabeleça 24 horas de adoração”, lembrou.

Igreja pequena, intercessão constante

Engel destacou que, embora a congregação de Faxinal do Soturno fosse composta por cerca de 40 pessoas e sem recursos financeiros expressivos, membros se revezavam em montes, vigílias e turnos de oração para sustentar o ministério. Ele chamou esses participantes de “produtores de unção”.

A pastora Mara Engel, esposa de Joel, organizava os rodízios. “Fazíamos propósito de orar sete horas por grupo, em vigília contínua. Quando entrávamos na igreja, parecia uma nuvem de glória”, recordou.

Intercessão alcançou outras nações

Em viagem missionária ao Canadá, Engel disse ter sentido o impacto direto das orações realizadas no Brasil. Ao retornar, compreendeu o valor da cobertura espiritual prestada pela igreja gaúcha, que, segundo ele, “gerava unção” para o trabalho em outros países.

Convite a uma nova geração de “produtores de unção”

Encerrando o relato, o pastor lançou um convite para que novos intercessores assumam a mesma postura de dedicação. “Quando há unidade e amor entre os irmãos, o céu desce e nós subimos ao encontro de Deus”, reforçou, conclamando cristãos a manterem a oração contínua sem buscar reconhecimento humano.

Com informações de Guiame