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Apologista sustenta que cristão autêntico não perde a salvação e contesta visão arminiana

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Em artigo publicado recentemente, o escritor e apologista cristão Robin Schumacher defendeu a doutrina da segurança eterna — entendimento de que quem nasceu de novo em Cristo não pode ter a salvação revogada. O texto, intitulado “Não, caro cristão, você não pode perder a sua salvação”, foi escrito como resposta ao pastor californiano John Chipman, da Igreja Cristã The Spoken Word, que questionara se o princípio “uma vez salvo, salvo para sempre” está de fato respaldado pela Bíblia.

Schumacher afirma que, diante da natureza da salvação, só existem duas possibilidades: uma regeneração temporária ou uma regeneração permanente. Para ele, a segunda alternativa é a única compatível com as Escrituras. O apologista cita passagens como 1 Pedro 1:3-5, que descrevem a herança dos crentes como “incorruptível” e “guardada pelo poder de Deus”.

Ao comentar Filipenses 2:12-13, o autor reconhece a responsabilidade humana de “desenvolver a salvação”, mas frisa que o próprio Deus “efetua tanto o querer quanto o realizar”, reforçando que a obra começa e termina no Senhor.

Exemplo de “Tio Henry”

Para responder a casos de pessoas que participam ativamente da igreja e depois se afastam, Schumacher apresenta o exemplo hipotético de “Tio Henry”. Segundo ele, experiências desse tipo não indicam perda da salvação, mas revelam que a fé nunca foi genuína. O argumento se apoia em 1 João 2:19, que diz que aqueles que saíram “nunca foram de fato dos nossos”.

O apologista ainda recorre à análise dos comentaristas Simon Kistemaker e William Hendriksen, além do teólogo F. F. Bruce, para reforçar a ideia de que a perseverança dos santos é sinal essencial de santidade, não um incentivo à complacência espiritual.

Referência a Charles Spurgeon

Schumacher recorda a posição do pregador britânico Charles Spurgeon, que rejeitava qualquer mensagem que “salva hoje e condena amanhã”. Para Spurgeon, sustenta o autor, um evangelho que justifica o crente num momento e o declara culpado em outro seria incoerente com a natureza de Deus.

Concluindo, o apologista argumenta que a segurança eterna não promove descuido na vida cristã; pelo contrário, oferece paz, confiança e vigor para perseverar.

Com informações de Guiame