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Irã liberta dois cristãos após dois anos e meio de trabalho forçado

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Dois cristãos iranianos, integrantes de igrejas domésticas, deixaram a prisão em maio de 2026 depois de cumprirem uma pena que combinou reclusão e trabalho forçado não remunerado. Ahmad Sarparast e Ayoob Poor-Rezazadeh foram detidos em setembro de 2021, acusados de “propaganda desviada contrária ao Islã” e de manter conexões com líderes estrangeiros.

Em 2022, ambos receberam sentença de cinco anos de prisão sob as emendas de 2021 ao Artigo 500 do Código Penal Islâmico. Um terceiro cristão preso no mesmo caso, Morteza Mashoodkari, teve a pena reduzida e foi solto em dezembro de 2024.

Regime aberto e trabalho compulsório

Depois de mais de um ano e meio atrás das grades, Ahmad e Ayoob foram transferidos para o regime aberto, que exige prestação de serviços em fábricas locais sem pagamento. O período de trabalho compulsório durou cerca de dois anos e meio. Somente em maio de 2026 as autoridades declararam o cumprimento integral da sentença, permitindo a libertação final dos dois cristãos.

Contexto de perseguição religiosa

O Irã, de maioria muçulmana, proíbe o funcionamento de igrejas cristãs abertas ao público, a distribuição de Bíblias e atividades de evangelismo. Cristãos convertidos do Islã correm risco de detenção e tortura, já que a apostasia é tipificada pela lei islâmica. Segundo a Missão Portas Abertas, o país ocupa a 10ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026.

Com informações de Folha Gospel