O Banco Central do Brasil decretou, em 21 de janeiro de 2026, a liquidação extrajudicial do Will Bank, instituição que vinha atuando no segmento digital de varejo. A medida ocorre pouco depois da quebra do Banco Master e reforça a percepção de um possível efeito dominó no setor.
Com a decisão, todas as operações do Will Bank foram encerradas e os serviços ao público foram interrompidos imediatamente. Clientes relatam dificuldades para acessar recursos depositados, situação que se repete após o colapso recente de outras instituições.
O anúncio da autoridade monetária confirma que, em curto intervalo de tempo, dois bancos de médio porte deixaram de operar no país. Embora o Banco Central não tenha detalhado publicamente as causas específicas da liquidação, o órgão costuma recorrer ao procedimento quando identifica comprometimento patrimonial ou risco à solidez do sistema.
Fundado com foco em contas digitais e cartões sem anuidade, o Will Bank tinha ampliado sua base de usuários nos últimos anos, alcançando milhões de correntistas. A liquidação transfere a administração da instituição para interventores nomeados pelo Banco Central, responsáveis por levantar ativos, pagar credores e, quando possível, ressarcir clientes.
Até o momento, não há previsão oficial sobre prazos para devolução de valores aos correntistas. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) cobre depósitos de até R$ 250 mil por CPF, por instituição, em situações de quebra bancária.
Com informações de Pleno.News