O ministro Alexandre de Moraes foi designado como relator de um novo inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suspeitas de lavagem de dinheiro. A investigação, que foi enviada pela Polícia Federal ao STF, foca na relação de Flávio com o advogado Willer Tomaz.
A nova apuração se junta a outro inquérito já em andamento, que investiga Flávio por supostos pedidos de recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse. Este último caso está sob a relatoria do ministro André Mendonça.
O recém-aberto inquérito surge de uma investigação anterior da PF que tramitava na primeira instância, no Rio Grande do Sul, e que examinava possíveis irregularidades ligadas a empresas de pagamentos digitais e ao setor de apostas esportivas. Durante as investigações, foram encontrados indícios de que Willer Tomaz possuía vínculos com uma empresa de apostas no Rio de Janeiro.
A análise de dados do celular do advogado revelou contatos frequentes com Flávio Bolsonaro, levando à remessa do caso ao STF devido ao foro privilegiado do senador. A documentação reunida pela PF inclui registros de encontros e informações sobre pagamentos de viagens, além de dados pessoais encontrados no iCloud de Tomaz.
Os investigadores também identificaram uma conta bancária associada ao advogado, que movimentou cerca de R$ 130 milhões entre março e maio de 2025, levantando mais suspeitas sobre a origem dos valores.
Vale lembrar que Willer Tomaz já havia sido alvo de uma operação em agosto, relacionada a outra investigação sobre lavagem de dinheiro, mas na qual Flávio não era investigado. O senador, que é amigo pessoal de Tomaz, nega qualquer prática criminosa e se manifestou sobre sua relação com o advogado.
Fonte: Gazeta Do Povo.










