Varsóvia – O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, informou nesta quinta-feira (30) que um míssil disparado pela Rússia atingiu uma área rural da província de Lublin, cerca de 90 quilômetros da fronteira com a Ucrânia.
Em publicação na rede X, Tusk relatou que o projétil violou o espaço aéreo polonês durante um bombardeio maciço russo ao oeste ucraniano. O gabinete do premiê acrescentou que o sistema de defesa polonês estava pronto para derrubar o artefato caso ele prosseguisse em direção a zonas povoadas e que todos os indícios apontam para um míssil de cruzeiro Kh-101.
Segundo o Exército da Polônia, citado pela emissora norte-americana CNN, o impacto ocorreu nas proximidades do vilarejo de Tarnawa-Kolonia, sem registro de mortos ou feridos. Tusk disse que irá ao local e que comandantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) estão sendo mantidos a par do episódio.
Ataque em larga escala
No mesmo dia, o vice-chanceler da Ucrânia, Andrii Sybiha, declarou na rede X que o míssil que entrou em território polonês fazia parte de uma ofensiva russa “em grande escala” contra cidades ucranianas.
De acordo com a agência EFE, ao menos oito pessoas — entre elas três crianças — morreram na madrugada desta quinta em diversas regiões da Ucrânia após lançamentos de mísseis e drones. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que Moscou disparou mais de 70 mísseis e cerca de 280 drones, dos quais as forças ucranianas teriam abatido mais de 260 aparelhos e parte dos mísseis.
Zelensky voltou a criticar atrasos no fornecimento de defesas antimísseis e, em reunião dois dias antes na Casa Branca com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cobrou autorização para produzir localmente sistemas Patriot.
Posição de Moscou
Em mensagem no Telegram, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou que os bombardeios miraram instalações da indústria de defesa, centros de telecomunicações e logística em Kiev, Lviv e nas regiões de Ivano-Frankivsk, Zhytomyr, Rivne e Dnipropetrovsk, além de navios cargueiros que transportariam material militar no porto de Yuzhny. A pasta não comentou o incidente em solo polonês.
O incidente reacende a preocupação de que a guerra na Ucrânia possa ultrapassar fronteiras e envolver diretamente países membros da Otan.
Com informações de Gazeta do Povo