Home / Política / Michelle Bolsonaro rebate críticas e defende política para surdos lançada pelo governo Lula

Michelle Bolsonaro rebate críticas e defende política para surdos lançada pelo governo Lula

ocrente 1783195510
Spread the love

Brasília — A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) voltou às redes sociais neste sábado, 4 de julho de 2026, para responder às reações negativas que recebeu depois de elogiar a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, instituída pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em nova publicação, Michelle afirmou que a proteção e a inclusão de pessoas com deficiência “estão acima de qualquer ideologia ou partido” e reforçou que o reconhecimento da iniciativa não significa apoio à atual administração federal.

Inclusão acima da autoria

Segundo a ex-primeira-dama, pautas de acessibilidade devem ser avaliadas “pelo mérito”. Ela lembrou que, em 2023, o então presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei Amália Barros — proposta por um deputado do PT — que reconheceu a visão monocular como deficiência sensorial.

Michelle também disse que o projeto de educação bilíngue para surdos foi elaborado por sua equipe durante o governo Bolsonaro, mas não chegou a ser implementado por causa de uma ação judicial que retardou a tramitação. “Mais importante do que quem assina a política pública são as pessoas que serão beneficiadas por ela”, escreveu, dirigindo nova mensagem de apoio à comunidade surda.

Reação de aliados de Bolsonaro

O elogio à medida do Ministério da Educação gerou forte repercussão entre apoiadores do ex-presidente nas redes sociais. Parlamentares e influenciadores ligados ao bolsonarismo criticaram Michelle, alegando que ela estaria atribuindo ao governo Lula o mérito de uma proposta concebida no mandato anterior. Também circularam montagens que a associavam ao PT.

Tensão interna no PL

O episódio agrava o clima de desconforto que Michelle já enfrentava dentro do Partido Liberal. No fim de junho, ela tornou público um desentendimento com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que depois pediu desculpas. A divergência expôs fissuras internas na legenda e antecedeu a saída da ex-primeira-dama da coordenação do PL Mulher.

Apesar da controvérsia, Michelle manteve o tom conciliador e reiterou que continuará defendendo pautas de inclusão “independentemente de quem esteja no poder”.

Com informações de Gazeta do Povo

Você vota em quem para presidente?

Você vota em quem para presidente?