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Lula enfrenta estagnação nas pesquisas eleitorais enquanto Flávio Bolsonaro avança

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se aproxima das eleições de 4 de outubro com 40,3% das intenções de voto, sem conseguir ultrapassar a marca dos 40%. Em contrapartida, seu principal adversário, Flávio Bolsonaro, subiu para 37,8%, diminuindo a diferença entre eles de 7,8 para 2,5 pontos percentuais.

As pesquisas mostram que Lula oscilou levemente, enquanto Flávio apresentou um crescimento significativo. A insatisfação popular com a economia e promessas não cumpridas têm impactado negativamente a imagem do presidente, dificultando a ampliação de seu apoio, mesmo com a visibilidade que o cargo proporciona.

De acordo com o agregador de pesquisas PollingData, no primeiro turno, Lula estava com 40,3% em 25 de setembro, quase o mesmo que em 1º de junho, quando registrou 40,7%. Por outro lado, Flávio Bolsonaro aumentou de 32,9% para 37,8% nesse mesmo período, reduzindo consideravelmente a margem entre os candidatos.

Apesar de tentativas de reação por parte de Lula após uma queda em agosto, Flávio continuou a crescer. Em 1º de setembro, Lula tinha 38,4% contra 31,8% de Flávio, mas desde então, o petista ganhou apenas 1,9 ponto, enquanto o senador aumentou em 6 pontos percentuais.

Pesquisas da Futura/100% Cidades também indicam um movimento semelhante. No início de setembro, Lula registrou 39,2%, enquanto Flávio estava com 33,6%. No levantamento mais recente, no entanto, Lula caiu para 38,4%, enquanto Flávio alcançou 40,4%, levando a um empate técnico considerando a margem de erro.

Em uma simulação de segundo turno feita pelo PoderData/Aya, Flávio alcançou 46% contra 45% de Lula, também dentro da margem de erro. Esses dados ressaltam a dificuldade do presidente em ampliar sua vantagem, enquanto seu adversário se aproxima cada vez mais.

Segundo o advogado e analista político João Medeiros Neto, a visibilidade do cargo não é suficiente para aumentar o apoio a Lula. Ele aponta que os anos de Lula na política contribuíram para uma associação ao “sistema”, dificultando a conquista de novos eleitores. Além disso, escândalos envolvendo pessoas próximas ao presidente e críticas aos gastos excessivos em viagens têm repercutido negativamente entre os eleitores.

As promessas não cumpridas também têm um peso significativo na rejeição ao presidente. De acordo com Medeiros Neto, a insatisfação com a situação econômica do país, evidenciada pelo aumento do endividamento das famílias, tem agravado essa rejeição. Uma pesquisa BTG/Nexus de agosto indicou que 53% dos eleitores consideram a situação econômica do Brasil como ruim ou péssima.

O governo federal busca reverter essa situação com anúncios de medidas antes da votação. Entre elas, o reajuste de 15,04% no Bolsa Família, que só começará a valer após o primeiro turno, em 19 de outubro.

Fonte: Revista Oeste.

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