Após garantir a reeleição no segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia a montagem de sua equipe ministerial para o quarto mandato. Entre os nomes cotados estão aliados que foram derrotados nas urnas e figuras destacadas da coordenação de sua campanha.
Entre os possíveis ministros, destaca-se João Campos (PSB-PE), ex-prefeito do Recife, que perdeu a eleição para o governo de Pernambuco para a governadora Raquel Lyra (PSD-PE). Campos é cogitado para ser o novo ministro da Ciência e Tecnologia, cargo que já foi ocupado por seu pai, Eduardo Campos, no primeiro governo de Lula.
Com apenas 32 anos e 3,2 milhões de seguidores no Instagram, João Campos é um importante nome da esquerda nas redes sociais, especialmente após a campanha “Exército do Lula”. Ele também preside o PSB, partido que integra a base governista.
Outro nome forte é Fernando Haddad (PT-SP), ex-ministro da Fazenda, que pode retornar ao alto escalão do governo como chefe da Casa Civil. Entretanto, o senador Camilo Santana (PT-CE), que coordenou a campanha de Lula, é visto como o favorito para essa posição. Haddad e outros candidatos que não foram eleitos, como Simone Tebet (PSB-SP) e Marina Silva (Rede-SP), também devem ser considerados para cargos importantes na gestão federal.
Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, também ficou sem mandato após tentar uma vaga no Senado no Paraná. Ela é uma das opções para o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, enquanto Guilherme Boulos (PSOL-SP) é cotado para o mesmo cargo.
Entre outros aliados, Renan Filho (MDB-AL) e Carlos Fávaro (PSD-MT) podem retornar ao governo, ocupando, respectivamente, os Ministérios dos Transportes e da Agricultura, após derrotas nas urnas.
Com a reeleição de Lula, o mercado financeiro já reage, e a expectativa é que Dario Durigan deixe a Fazenda. Os nomes mais cotados para sucedê-lo incluem o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB-SP) e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT-PI), que se destacou na coordenação da campanha e possui experiência na área econômica.
A nova gestão de Lula enfrenta o desafio de conter gastos públicos e estabilizar a dívida, enquanto a montagem do ministério busca equilibrar a diversidade de interesses da base aliada.
Fonte: Gazeta Do Povo.








