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Trump diz que Cuba se aproxima dos EUA; governo cubano promete resistir “até a última gota de sangue”

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WASHINGTON / HAVANA — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Cuba “está se aproximando” da órbita norte-americana, poucas semanas depois de Washington impor nova rodada de sanções contra a cúpula da ilha.

Trump fez a declaração nesta quarta-feira (1º), durante a cerimônia de inauguração do novo prédio da Biblioteca Presidencial Theodore Roosevelt, em Medora, no estado de Dakota do Norte. “Cuba, depois de muitas, muitíssimas décadas, está se aproximando de nós”, disse o presidente, sem detalhar eventuais negociações em curso.

A resposta de Havana veio rapidamente. Em entrevista à emissora britânica Sky News, o líder cubano Miguel Díaz-Canel afirmou que o país “dará o sangue” para manter sua soberania. “Cuba não é uma nação em disputa. Não queremos a guerra, mas também não a tememos. Estamos preparados para dar a nossa última gota de sangue para defender a nossa soberania”, declarou. Apesar do tom duro, Díaz-Canel acrescentou que “mantém aberta” a porta para um diálogo com a Casa Branca, “mas nunca para ceder”.

Pressão econômica crescente

Em junho, o Departamento do Tesouro norte-americano anunciou sanções adicionais contra empresas que prestam serviços à ilha, ampliando as restrições já existentes. As medidas se somam ao bloqueio de petróleo e a proibições que atingem companhias estrangeiras atuantes nos setores de energia, defesa, mineração e serviços financeiros em Cuba.

“Agente subversivo” detido

No mesmo dia das declarações de Trump, o Departamento de Estado informou a detenção de Carlos Antonio Lloga Domínguez, apontado como “agente subversivo” do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (Icap). Segundo Washington, Lloga Domínguez trabalhou por mais de dez anos para a entidade — classificada pelos EUA como “principal organização de fachada de influência e inteligência” de Havana — e agora aguarda expulsão do país ao lado da esposa e do filho.

Com as novas sanções e a prisão do suposto agente, a Casa Branca busca aumentar a pressão sobre o regime cubano, enquanto ambos os governos trocam declarações que combinam confrontação e possibilidade de diálogo.

Com informações de Gazeta do Povo