Washington – As bombas lançadas pelos Estados Unidos contra o Irã no sábado (28) — ação que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei — provocaram reação imediata no Congresso norte-americano. Líderes democratas e parte dos republicanos articulam projetos para limitar a capacidade do presidente Donald Trump de iniciar ou ampliar operações militares sem aval legislativo.
Democratas exigem votação urgente
No Senado e na Câmara, figuras como os senadores Charles Schumer e Tim Kaine, além do líder democrata da Câmara, Hakeem Jeffries, pressionam pela apreciação de uma resolução baseada na Lei de Poderes de Guerra de 1973. O texto obrigaria o Executivo a obter autorização explícita do Congresso antes de avançar em novas fases da campanha contra Teerã.
Parlamentares afirmam que, embora a Casa Branca tenha informado presidentes de comissões sobre a ofensiva, os detalhes apresentados não foram suficientes. Sessões de briefing estão previstas ainda nesta semana para esclarecer objetivos militares e embasamento jurídico da operação.
Divisão partidária exposta
A resposta ao ataque evidenciou fissuras em Washington. Democratas acusam Trump de contrariar promessas de campanha de evitar “guerras sem fim”, lembrando que o próprio presidente indicou, em rede social, que os bombardeios podem continuar “por semanas”.
Aliados republicanos defendem a ação como necessária à segurança dos Estados Unidos e de parceiros na região. Contudo, uma ala do partido expressa preocupação quanto ao uso do poder militar sem anuência parlamentar, fortalecendo a frente bipartidária que apoia a nova resolução.
O debate deve dominar o Capitólio nas próximas sessões, colocando em pauta o equilíbrio de forças entre Executivo e Legislativo no uso da força militar.
Com informações de Gazeta do Povo