O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta segunda-feira, 2 de março de 2026, que a série de ataques lançados por Washington contra o Irã tem “missão clara, devastadora e decisiva”: eliminar a ameaça de mísseis iranianos, neutralizar a Marinha do país e impedir qualquer avanço no programa nuclear.
Ao lado do chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, Hegseth declarou que a operação não visa promover mudança de regime, ainda que, segundo ele, “o regime certamente mudou, e o mundo está melhor por isso”. O secretário direcionou um recado às forças de segurança iranianas, pedindo que “reflitam cuidadosamente” sobre os próximos passos.
Hegseth também reagiu a críticas internas. “Às organizações de mídia e à esquerda que gritam ‘guerra sem fim’, parem. Isso não é o Iraque. Não será interminável. Lutamos para vencer”, disse. Ele destacou que não haverá “regras de engajamento estúpidas”, nem esforços de reconstrução nacional ou campanhas de construção de democracia.
O secretário voltou a acusar Teerã de desenvolver mísseis balísticos de longo alcance, ampliar um arsenal de drones letais e manter “ambições nucleares inaceitáveis”. Para ele, o Irã criou um “escudo convencional” que sustentaria “chantagem nuclear” contra bases e aliados dos EUA. “Não iniciamos esse conflito, mas vamos encerrá-lo”, declarou, prometendo conclusão rápida da ofensiva.
Mais cedo, o presidente Donald Trump divulgou um vídeo de oito minutos na rede Truth Social anunciando “grandes operações de combate” contra o Irã. Trump prometeu aniquilar as Forças Armadas iranianas e destruir o programa nuclear do país, alegando que o regime persa rejeitou todas as oportunidades de abandonar suas ambições atômicas.
Israel confirmou que também realizou ataques a alvos iranianos. Diferentemente da incursão de junho de 2025, as ações começaram à luz do dia, na madrugada de sábado — primeiro dia útil da semana no Irã — enquanto milhões de pessoas se deslocavam para o trabalho e para a escola.
Com a nova escalada, a tensão volta a crescer no Oriente Médio. Washington insiste que o objetivo é eliminar ameaças estratégicas específicas, evitando um confronto prolongado.
Com informações de Gazeta do Povo