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Robert Mueller, ex-diretor do FBI que apurou interferência russa em 2016, morre aos 81 anos

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Washington (EUA) – Robert Mueller, ex-diretor do Federal Bureau of Investigation (FBI) e procurador especial responsável pela investigação sobre a possível interferência russa na eleição presidencial de 2016, morreu na sexta-feira, 20 de março de 2026, aos 81 anos.

A família confirmou o falecimento em comunicado, sem informar a causa nem o local da morte. Mueller havia sido diagnosticado com doença de Parkinson.

Carreira no FBI e investigação sobre Trump

Nascido em Nova York em 1944, Mueller comandou o FBI por 12 anos, de 2001 a 2013, assumindo o cargo apenas uma semana antes dos ataques de 11 de Setembro. Em maio de 2017, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos o nomeou conselheiro especial para investigar se a campanha de Donald Trump manteve contatos com autoridades russas durante a disputa eleitoral do ano anterior.

O inquérito concluiu que o governo russo promoveu ampla ação para influenciar o pleito, disseminando notícias falsas e obtendo ilegalmente e-mails de dirigentes democratas. Entretanto, os investigadores não encontraram provas de conspiração entre a equipe de Trump e Moscou.

Dois anos após o início das apurações, Mueller compareceu ao Congresso norte-americano para prestar depoimento sobre o caso, frequentemente classificado por Trump como “perseguição política”.

Reação de Trump

O ex-presidente reagiu à notícia da morte de Mueller em sua rede social, a Truth Social: “Robert Mueller acaba de falecer. Bem, estou feliz que ele tenha morrido. Já não poderá fazer mal a pessoas inocentes!”.

Mueller deixa esposa, Ann Cabell Standish, e duas filhas. Detalhes sobre funeral ou homenagens oficiais não foram divulgados pela família.

Com informações de Gazeta do Povo