Budapeste (Hungria) – O presidente da Argentina, Javier Milei, foi o principal orador do encerramento da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) Hungria 2026, realizada neste sábado, 21 de março, em Budapeste. Recebido pelo premiê Viktor Orbán como “estrela mundial dos valores ocidentais”, o libertário aproveitou o palco para atacar experiências socialistas e elogiar o ex-presidente norte-americano Donald Trump.
Primeira visita oficial
A viagem marca a primeira presença de um chefe de Estado argentino em solo húngaro. Durante a agenda, Milei recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade Ludovika, em reconhecimento à sua trajetória política e econômica.
Críticas a socialismo e imigração
No discurso, o presidente denunciou o “fracasso” de União Soviética, Cuba e Venezuela, e previu uma “reconfiguração da ordem mundial” sob liderança de Trump que, segundo ele, libertará Cuba até a metade do ano. Milei também rejeitou o que chamou de “estado babá” e condenou as políticas migratórias da União Europeia, classificando o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez como “filhote de tirano”.
Aproximação com Orbán
Ao lado de Orbán, descrito como “líder de coragem excepcional”, Milei elogiou a postura do governo húngaro contra a imigração em massa. Orbán, por sua vez, afirmou que “a Argentina é hoje um bastião das forças de direita”. Ambos declararam apoio ao Conselho de Paz proposto por Donald Trump.
Promessa de energia argentina
Milei atribuiu a estagnação europeia a “má gestão” e a políticas que priorizam distribuição em vez de crescimento. Ele garantiu que a Argentina pode suprir o continente com gás e petróleo: “Até 2030, exportaremos mais de 30 bilhões de dólares por ano”, projetou, citando uma “febre de investimento” no setor.
Ajuste fiscal recorde
Sob aplausos, o presidente destacou cortes de 30% nos gastos públicos desde o início do mandato. “Fizemos o maior ajuste da história da humanidade”, declarou, prevendo reflexo “significativo” no PIB em até seis meses.
Outros destaques do evento
Além de Milei, o CPAC reuniu o português André Ventura, líder do partido Chega, que homenageou o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro por sua “luta contra a corrupção” e “pela liberdade”. Fundado em 1974 nos Estados Unidos, o CPAC é considerado o maior encontro internacional da direita, reunindo lideranças contrárias ao globalismo e defensoras da soberania nacional.
Com informações de Gazeta do Povo