Tóquio, 7 mai. 2026 – Um antigo navio de guerra foi deliberadamente afundado pelo Japão durante um exercício militar realizado nesta semana em águas localizadas entre as Filipinas e Taiwan, reacendendo tensões com a China.
As Forças de Autodefesa japonesas utilizaram mísseis terra-mar para atingir o casco desativado, cumprindo o objetivo do treinamento conjunto que contou com a participação dos Estados Unidos, Austrália e Filipinas, além de pequenos contingentes de França, Nova Zelândia e Canadá.
A manobra ocorre em meio ao endurecimento da política de defesa da primeira-ministra Sanae Takaichi, no cargo desde outubro do ano passado. O novo governo, identificado com a direita, defende a ampliação da capacidade militar japonesa após décadas de postura pacifista adotada no pós-Segunda Guerra Mundial.
Reação de Pequim
Assim que o episódio veio à tona, o Ministério das Relações Exteriores da China classificou o exercício como mais um sinal de “remilitarização acelerada” do Japão. O porta-voz Lin Jian afirmou que “as forças de direita no Japão estão pressionando e ultrapassando diversas linhas vermelhas”, contribuindo, segundo ele, para a instabilidade regional.
Pequim também ressaltou a localização do treinamento, próximo à ilha de Taiwan, reivindicada pelo regime de Xi Jinping como parte do território chinês. Para o governo chinês, a presença de nações ocidentais em exercícios nessa área intensifica as disputas no Indo-Pacífico.
Autoridades japonesas não comentaram publicamente as declarações de Lin Jian, mas fontes do Ministério da Defesa em Tóquio reafirmaram que o exercício “seguiu protocolos internacionais” e tinha como foco “a prontidão conjunta com aliados”.
O afundamento do navio-alvo marca mais um capítulo do clima de desconfiança entre as duas maiores economias da Ásia, já abalado por divergências em torno de Taiwan e por disputas marítimas no Mar da China Oriental.
Com informações de Gazeta do Povo