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Irã rotula forças armadas da União Europeia como terroristas e liberta manifestante símbolo dos protestos

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Teerã – O Parlamento do Irã declarou neste domingo (1º) que todos os exércitos dos Estados-membros da União Europeia passam a ser considerados organizações terroristas, em resposta à decisão do bloco de classificar a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) nessa mesma categoria.

O anúncio foi feito pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, durante sessão transmitida pela agência Tasnim, ligada à IRGC. Ele citou o Artigo 7º da “Lei sobre Medidas Recíprocas em Resposta à Designação da IRGC como Organização Terrorista” para sustentar a medida.

Qalibaf também determinou que a Comissão de Segurança Nacional e Política Externa da Casa oficialize a rotulagem dos adidos militares dos países europeus que atuam em Teerã como terroristas.

Convocação de embaixadores

De acordo com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Ismail Baghaei, todos os embaixadores de nações europeias com representação no Irã foram chamados entre sábado (31) e domingo (1º) para receber, por escrito, a notificação oficial da República Islâmica.

Baghaei classificou a decisão da UE de incluir a IRGC na lista de terroristas como “ilegal, injustificada e gravemente equivocada” e afirmou que a retaliação anunciada é “uma medida mínima” diante de outras ações em estudo.

Libertação de ativista

No mesmo dia, o manifestante Erfan Soltani, de 26 anos, considerado um dos símbolos das recentes mobilizações contra o governo, foi libertado sob fiança, informou a organização de direitos humanos Hengaw, sediada na Noruega, e a emissora estatal iraniana Press TV.

Soltani havia sido detido em 10 de janeiro, em casa, na cidade de Fardis, acusado de “reunião e conspiração contra a segurança interna” e “propaganda contra o regime”. Após sua prisão, familiares e o Departamento de Estado dos EUA afirmaram que ele corria risco de execução, informação negada pelo Judiciário iraniano, que classificou o alerta como “notícia fabricada”.

Posteriormente, parentes do ativista relataram que a execução foi adiada em meio à pressão do então presidente norte-americano Donald Trump, que avisou Teerã sobre uma “resposta enérgica” caso manifestantes fossem mortos.

Não há informações oficiais sobre a data de um eventual julgamento. O valor pago para a liberação de Soltani também não foi divulgado.

Com informações de Gazeta do Povo