Paris – O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, afirmou nesta terça-feira, 7 de abril de 2026, que um eventual ataque dos Estados Unidos a instalações civis e energéticas do Irã contrariaria o direito internacional e colocaria o Oriente Médio em uma nova etapa de escalada militar.
Em entrevista à emissora France Info, Barrot reagiu à ameaça do presidente norte-americano Donald Trump, que condicionou a suspensão de bombardeios à reabertura do Estreito de Ormuz pelo governo iraniano. “Se todos nos manifestamos contra ataques à infraestrutura civil e energética é porque eles são proibidos pelas regras da guerra e pelo direito internacional”, declarou o chanceler francês.
O prazo estabelecido por Washington para que Teerã volte a permitir a navegação no Estreito de Ormuz se encerra ainda nesta terça. Trump indicou que, caso o bloqueio persista, poderá autorizar ataques de larga escala contra pontes, usinas de energia e outras estruturas consideradas estratégicas.
Barrot alertou que uma ação desse tipo teria repercussões imediatas na atual crise. “Sem dúvida, esses ataques levariam a uma nova fase de escalada e medidas retaliatórias”, disse. Segundo o ministro, o cenário já pressiona os preços globais de energia, e uma ofensiva contra o Irã poderia agravar ainda mais a situação econômica.
Para o chefe da diplomacia francesa, uma escalada militar ampliaria o risco de retaliações por parte de Teerã, comprometendo a segurança da região e agravando a instabilidade no mercado de petróleo.
Com informações de Gazeta do Povo