Doha — O Estreito de Ormuz, principal corredor marítimo do petróleo mundial, foi fechado no sábado (28) após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra alvos no Irã. A suspensão do tráfego na rota estratégica provocou reação imediata nos mercados e ameaça encarecer produtos em todo o planeta.
Rota vital para o fornecimento de energia
Com apenas 33 km em seu ponto mais estreito, o canal liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e responde pelo escoamento diário de cerca de 20 milhões de barris de petróleo — o equivalente a um quinto do consumo global. Além do combustível, passam pelo estreito cargas de gás natural liquefeito, fertilizantes, eletrônicos e automóveis.
Impacto imediato no mercado
Logo após o anúncio do bloqueio, o volume de petróleo que deixa a região caiu 75%. Na abertura dos negócios desta segunda-feira (02), o barril do tipo Brent avançou 10%, refletindo o temor de escassez da commodity.
Principais prejudicados
Países da Ásia-Pacífico concentram 82% do petróleo que trafega pela rota. China, Índia, Japão e Coreia do Sul dependem do canal para abastecer suas economias. Exportadores do Golfo, como Arábia Saudita e Kuwait, também veem suas receitas e a estabilidade fiscal ameaçadas.
Efeito no bolso do consumidor
Se a interrupção persistir, o petróleo mais caro elevará custos de frete e produção industrial. Esses aumentos tendem a ser repassados aos consumidores, pressionando índices de inflação e encarecendo itens que vão da gasolina a alimentos e aparelhos eletrônicos.
Até que o trânsito no Estreito de Ormuz seja restabelecido, analistas preveem volatilidade nos preços de energia e nas bolsas globais.
Com informações de Gazeta do Povo