O Conselho de Defesa Nacional de Cuba aprovou no sábado (17) uma série de medidas que permitem a declaração de estado de guerra, informou a imprensa estatal no domingo (18). A decisão ocorre em meio ao aumento das tensões com os Estados Unidos após a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas.
Sem revelar detalhes, os veículos oficiais de Havana indicaram que as ações se baseiam no conceito de “Guerra de Todo o Povo”, estratégia idealizada por Fidel Castro na década de 1980, que prevê a mobilização total da população para enfrentar uma agressão externa.
Exercícios militares
No mesmo dia da aprovação, o regime promoveu o “Dia da Defesa”, com simulações de emboscadas, treinamento para colocação de minas, proteção de civis e aulas sobre saúde militar, defesa contra armas de destruição em massa, uso do fuzil AKM e técnicas de camuflagem.
Escalada após ação dos EUA na Venezuela
A captura de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, intensificou o atrito entre Washington e Havana. Embora o presidente Donald Trump tenha declarado que não planeja intervir na ilha, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou à NBC que tal possibilidade não está descartada.
Rubio já havia alertado que membros do governo cubano deveriam estar “preocupados”. Posteriormente, o The New York Times noticiou movimentação de navios anfíbios norte-americanos para águas ao norte de Cuba.
Troca de mensagens
Nas redes sociais, Trump anunciou que Cuba deixará de receber petróleo e recursos da Venezuela, sugerindo ao regime que negocie “antes que seja tarde”. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, respondeu que não há conversas em curso com Washington e reiterou disposição para um diálogo “sério e responsável”, baseado em soberania e não interferência.
Com informações de Gazeta do Povo