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Anatel acusa Rumble de burlar bloqueio com IP de terceiros e pede leis mais rígidas

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Brasília – A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) afirmou nesta sexta-feira (6) que a plataforma de vídeos Rumble recorreu à infraestrutura de uma empresa parceira para alterar seus endereços de IP e retomar o funcionamento no Brasil. O serviço estava proibido no país desde fevereiro de 2025 por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A rede voltou a ficar acessível na quinta-feira (5), mas, segundo a Anatel, os novos IPs foram rapidamente mapeados e o bloqueio começou a ser restabelecido nas principais operadoras. “A agência monitora o sistema de forma contínua para garantir que a restrição seja replicada por todas as prestadoras de telecomunicações nos próximos dias”, informou, em nota.

Mudança legislativa

No comunicado, a Anatel defendeu a atualização das leis para ampliar a eficácia de decisões judiciais. O órgão quer poder exigir o cumprimento de ordens de bloqueio também de empresas que compõem o ecossistema digital – e não apenas das operadoras de telecomunicações.

Posicionamento da Trump Media

Martin de Luca, advogado da Trump Media (controladora da Rumble), declarou que não recebeu notificação oficial sobre a reativação do serviço. “Esperamos que qualquer mudança em curso seja confirmada pelos canais legais apropriados. Nosso foco permanece em garantir uma resolução duradoura, consistente com a liberdade de expressão e o Estado de Direito”, disse.

Condições para o retorno

A decisão de Moraes que suspendeu a plataforma prevê três exigências para sua liberação definitiva: bloqueio do perfil do jornalista Allan dos Santos e de outras contas indicadas, indicação de um representante legal no Brasil e pagamento das multas já aplicadas.

No momento da publicação desta reportagem, o site da Rumble voltava a ficar indisponível por acesso convencional. Registros de tráfego indicam que o domínio passou a utilizar endereços vinculados à empresa de serviços de rede Cloudflare.

Com informações de Gazeta do Povo