A deputada estadual Índia Armelau (PL) afirmou nesta quarta-feira, 28, que não recebeu nenhuma notificação do Ministério Público do Trabalho (MPT) relacionada a publicações em suas redes sociais sobre empregados que votaram em Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão da Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro, proferida na terça-feira, 27, exige que a parlamentar remova essas postagens em um prazo de 48 horas, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.
A assessoria de Armelau declarou à revista Oeste que “não temos conhecimento de qualquer procedimento instaurado pelo MPT” e reiterou que até o momento não houve notificação alguma.
A ação civil pública foi julgada pelo juiz Leonardo Saggese Fonseca, da 3ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. Em sua decisão, o magistrado entendeu que a mensagem da deputada poderia constituir assédio eleitoral e discriminação por convicção política. A deputada foi advertida a não incentivar práticas discriminatórias contra trabalhadores com base em suas opiniões políticas.
Em nota, Índia Armelau negou ter orientado empresários a demitir funcionários por motivos políticos. Ela explicou que seu comentário foi uma resposta a uma postagem de terceiros e que foi mal interpretado. Assim que notou a repercussão negativa, a deputada afirma ter excluído a mensagem.
No conteúdo questionado, Índia se dirigia a empresários, sugerindo que verificassem as redes sociais de seus funcionários para identificar quem apoiava Lula, ressaltando que não fazia sentido manter na empresa quem “odeia empresários”. O gesto “L”, associado aos apoiadores de Lula, foi um dos pontos destacados pelo MPT em sua ação.
O MPT também solicitou uma multa de R$ 100 mil e uma indenização de R$ 500 mil por danos morais coletivos, além da publicação de um comunicado sobre a liberdade de voto dos trabalhadores. Em sua reeleição, Índia Armelau obteve 248.504 votos, tornando-se a deputada estadual mais votada do Rio de Janeiro.
Em sua declaração, a deputada reiterou que respeita a diversidade política e que seu objetivo nunca foi discriminar, mas sim evitar comportamentos que possam prejudicar as empresas.
Fonte: Revista Oeste.









