O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), expressou sua tristeza pela não reeleição do senador Esperidião Amin (PP-SC) nas eleições de 2026. Em um post nas redes sociais, o magistrado destacou a importância da trajetória política de Amin e a perda que o Senado sofrerá com seu afastamento a partir de 2027.
Amin, que ocupou o cargo de senador por duas vezes, ficou em terceiro lugar na disputa, obtendo 15,31% dos votos válidos, enquanto Carol De Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) conquistaram as duas vagas ao Senado em Santa Catarina com 33,46% e 25,35% dos votos, respectivamente.
Gilmar Mendes fez uma analogia com a derrota de Djalma Marinho em 1974, ao afirmar que os movimentos populares possuem uma lógica própria, muitas vezes marcada por irracionalidades. Para ele, essa reflexão é pertinente também ao resultado das eleições de Amin.
Com quase seis décadas de carreira pública, Amin foi prefeito de Florianópolis em dois mandatos, governador de Santa Catarina e deputado federal três vezes. Ele também presidiu seu partido em nível nacional e se candidatou à Presidência da República em 1994. Sua atuação no Senado foi marcada por iniciativas voltadas ao desenvolvimento regional, infraestrutura e apoio a micro e pequenos empreendedores.
O ministro Mendes ressaltou que, apesar da derrota, o legado de Esperidião Amin permanecerá. Ele acredita que o ex-senador continuará contribuindo para a política catarinense e nacional, mesmo fora do Senado.
Com o fim de seu mandato em janeiro de 2027, Amin deixa uma história significativa na política do estado e do país, marcada por um compromisso com o interesse público.
Fonte: Revista Oeste.








