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Gastos de Lula com cartão corporativo apontam para novo recorde até 2026

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Brasília – O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já soma R$ 55,4 milhões em despesas com cartões corporativos da Presidência da República e, mantido o ritmo atual, deve ultrapassar todos os governos anteriores até o fim de 2026.

Projeção de liderança histórica

Levantamento baseado em dados do Portal da Transparência, auditados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), indica desembolso médio de R$ 2 milhões mensais até abril de 2025. Restando 20 meses de execução orçamentária, a conta pode superar os R$ 70 milhões do primeiro mandato de Lula (2003-2006), hoje líder da série histórica iniciada em 2001.

No comparativo corrigido pela inflação:

  • Lula 1 (2003-2006): R$ 70 milhões;
  • Lula 2 (2007-2010): R$ 57 milhões;
  • Dilma 1 (2011-2014): R$ 50 milhões;
  • Jair Bolsonaro (2019-2022): R$ 39 milhões;
  • Michel Temer (2016-2018): R$ 18 milhões;
  • Dilma 2 (2015-2016): R$ 12 milhões.

Viagens e hotelaria de alto padrão

As críticas se intensificaram com as despesas em missões internacionais. Em 2025, dos R$ 44 milhões gastos no exterior, R$ 18 milhões referem-se a hospedagem de delegações em hotéis cinco estrelas, como o InterContinental Paris Le Grand e o Taj Palace, em Nova Déli. Ao todo, hospedagem consumiu R$ 20 milhões de um orçamento anual de R$ 52 milhões para viagens internacionais.

Reforma do Palácio da Alvorada

O Palácio da Alvorada passou por ampla reforma, incluindo a compra, por dispensa de licitação, de um sofá de R$ 65 mil e uma cama de R$ 42 mil em abril de 2023. Antes, em fevereiro, 11 móveis haviam custado R$ 379 mil. No fim do mesmo ano, a Presidência adquiriu um tapete de R$ 114 mil e contratou serviço de piso por R$ 156 mil.

Primeira-dama no centro das atenções

Viagens da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, também são alvo de questionamentos. A ida a Nova York em 2024 teve informações incompletas em respostas via Lei de Acesso à Informação, especialmente sobre hospedagem e alimentação.

Transparência contestada

Segundo o TCU, 99,5 % das despesas com cartão corporativo permanecem com algum grau de sigilo por razões de segurança. Parlamentares da oposição, como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO), cobram detalhamento sobre critérios de escolha de hotéis, tamanho das comitivas e custos de mobiliário.

O governo alega que os gastos refletem necessidades operacionais, de segurança e recomposição do patrimônio público, enquanto críticos apontam incompatibilidade com o discurso de responsabilidade fiscal.

Com informações de Gazeta do Povo