O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a prática do jiu-jítsu é crucial para a formação da independência necessária ao exercício da função judicial. A declaração foi feita durante um evento realizado nesta quarta-feira, 14, onde Fux interagiu com 45 jovens que participam de projetos sociais vinculados à Polícia Judicial do tribunal.
Com uma trajetória de quase 50 anos na arte marcial e faixa-coral de oitavo grau, Fux enfatizou que o jiu-jítsu ensina valores que vão além do tatame. “Os juízes precisam ter conhecimento, nobreza de caráter e, acima de tudo, uma independência olímpica, que é fazer o que acreditam ser certo, independentemente de divergências”, destacou o ministro.
O encontro ocorreu no Centro de Treinamento da Polícia Judicial do STF, onde policiais judiciais promovem atividades voluntárias para incentivar a disciplina e a cidadania entre os jovens, além de atuar na prevenção da violência.
Durante sua fala, Fux relacionou os princípios do jiu-jítsu com a atuação dos juízes. “Essa prática influencia tanto na vida pessoal quanto na carreira profissional”, afirmou, ressaltando que o esporte oferece uma liberdade de ação essencial para os magistrados.
O evento também contou com a presença de Marcelo Schettini, secretário de Polícia Judicial do STF e faixa-preta de jiu-jítsu, que contribui para a organização dos projetos sociais que introduzem os jovens aos princípios da arte marcial.
A participação do ministro em atividades com jovens não é nova. Em 2024, ele já havia comandado um treinamento para membros do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e jovens de um projeto social no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro.
Fonte: Revista Oeste.









