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Flávio Bolsonaro sugere ligação de urnas brasileiras à Smartmatic em encontro com diplomatas

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Brasília — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em reunião fechada com representantes de 42 países nesta terça-feira (21), que parte das urnas eletrônicas utilizadas no Brasil teria a mesma origem das máquinas suspeitas de manipulação na Venezuela.

Durante a apresentação, realizada no Itamaraty, o parlamentar citou relatórios de inteligência dos Estados Unidos que associam a empresa Smartmatic a irregularidades no país vizinho. Segundo ele, o dado justificaria o envio de “observadores técnicos internacionais” para acompanhar a eleição brasileira de 2026.

Reação do TSE

Horas após o evento, o Tribunal Superior Eleitoral divulgou nota rebatendo a informação. O órgão reiterou que a Smartmatic “nunca forneceu urnas ou softwares” ao Brasil, limitando-se a serviços de apoio logístico — como conexão de dados, voz e treinamento. O TSE reforçou que todo o desenvolvimento e a gestão do equipamento eletrônico são feitos pela própria Justiça Eleitoral.

Nota do senador

Diante da repercussão, Flávio Bolsonaro divulgou comunicado no qual nega ter colocado em dúvida a integridade do sistema de votação. A nota, assinada também por coordenadores de sua pré-campanha, diz que o senador apenas “relatou fatos públicos” e reafirma “integral confiança” no processo eleitoral. A equipe sustenta que as declarações foram “descontextualizadas”.

Precedente familiar

Em 2023, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do senador, foi declarado inelegível após a Justiça Eleitoral entender que críticas sem provas às urnas, feitas em reunião similar com embaixadores, configuraram abuso de poder político.

Missões de observação

Flávio Bolsonaro defendeu que os países presentes enviem o maior número possível de observadores internacionais em 2026. Segundo ele, a presença de técnicos estrangeiros “aumenta a confiança pública” no resultado das urnas.

Com informações de Gazeta do Povo