Home / Política / Flávio Bolsonaro propõe reforma orçamentária como novo teto de gastos

Flávio Bolsonaro propõe reforma orçamentária como novo teto de gastos

direita mulheres flavio bolsonaro daniella marques brasil por elas scaled
Spread the love

A equipe de Flávio Bolsonaro (PL) apresentou uma proposta de reforma do Orçamento da União, que pode atuar como um novo teto de gastos do governo. Essa mudança visa aumentar a flexibilidade na aplicação de recursos, mantendo o compromisso com a disciplina fiscal. A proposta abrange despesas essenciais e obrigatórias, além de controlar a dívida pública.

A ideia resgata o mecanismo do teto de gastos implementado em 2016, durante o governo de Michel Temer (MDB), que limitou o crescimento das despesas à inflação. Apesar de sua eficácia em conter gastos, houve críticas sobre a rigidez nas porcentagens de aplicação em áreas como saúde e educação, conforme apontou Paulo Guedes, ex-ministro da Economia na gestão de Jair Bolsonaro.

Para que um novo teto seja eficaz, é necessário reformar a estrutura orçamentária. Daniella Marques, coordenadora do plano econômico de Flávio, defende uma revisão das despesas com uma abordagem de “orçamento base zero” e sugere que a responsabilidade fiscal seja compartilhada entre os Poderes.

Adolfo Sachsida, economista e ex-ministro, reforça a necessidade de controlar os gastos sem a criação de novos impostos. Contudo, ainda não foram divulgados detalhes sobre quais percentuais do Orçamento serão revisados para alcançar a meta de economia de 1,5% do PIB.

Em um contexto mais amplo, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que também é visto como um potencial candidato à presidência em 2030, já havia defendido a reforma orçamentária e desindexação de despesas em eventos anteriores.

Recentemente, a Emenda Constitucional 136/2025 foi promulgada, alterando as regras de pagamento de precatórios, com o intuito de aliviar a pressão sobre as finanças de estados e municípios, refletindo a crescente demanda por maior flexibilidade orçamentária.

No entanto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o que considera um “sequestro” de verbas por emendas parlamentares, embora essa questão represente uma parcela pequena do orçamento total, onde 92% das despesas primárias são obrigatórias.

No embate eleitoral, Lula questionou Flávio sobre os possíveis cortes no Orçamento, que poderiam afetar programas sociais e aposentadorias. Flávio, por sua vez, negou que haja intenção de reduzir esses benefícios e enfatizou a necessidade de eliminar desperdícios no Estado, incluindo a extinção de ministérios e cargos comissionados.

Flávio argumenta que a melhor maneira de promover um ajuste fiscal é a remoção de Lula do poder, atribuindo ao governo petista a responsabilidade pelo aumento da dívida pública. Ele acredita que, se a confiança dos investidores for restaurada, a taxa de juros poderia ser significativamente reduzida, economizando até R$ 1 trilhão em quatro anos com o pagamento de juros.

Fonte: Gazeta Do Povo.