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Flávio Bolsonaro diz que Globo recusou entrevista sem cortes e aponta perseguição

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revelou, em uma nota publicada em suas redes sociais, que a Rede Globo decidiu não prosseguir com uma entrevista exclusiva após ele exigir que a conversa fosse exibida na íntegra, sem cortes ou restrições. A declaração foi feita na noite deste domingo (1º) e intitula-se “Nota ao Brasil”.

No texto, Flávio acusa a emissora de estar preparando uma reportagem sobre ele para o programa Fantástico, sem lhe oferecer a oportunidade de apresentar sua versão dos fatos. O senador afirmou que, se o maior conglomerado de mídia do país está “com medo”, isso o desqualifica para emitir juízos ou tentar manchar sua reputação. A Gazeta do Povo entrou em contato com a Rede Globo, mas ainda aguarda resposta.

A reportagem da Globo apresentou uma narrativa diferente sobre a saída de Flávio do Brasil, sugerindo que ele teria viajado em um jatinho do advogado Willer Tomaz para Buenos Aires, antes de seguir para Porto Iguazú e, posteriormente, para os Estados Unidos, fazendo uma escala no Equador.

Flávio Bolsonaro deixou o Brasil após a derrota nas eleições presidenciais para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele chegou aos Estados Unidos no dia 28 de outubro, acompanhado de sua família, após ter sido intimado pela Polícia Federal e obrigado a entregar seus passaportes. O parlamentar relatou que a decisão de viajar foi tomada após uma conversa com sua esposa, mesmo após ter afirmado em um vídeo que não pretendia deixar o país.

Na nota, Flávio destaca que a decisão judicial que o afetou foi publicada apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições. Ele se diz intimado em público e caracteriza as medidas como o início de uma perseguição. O senador também faz menção à prisão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e expressa preocupação com a distância de outro filho, que não vê há mais de um ano e meio.

A reportagem do Fantástico sobre a viagem de Flávio sugere um trajeto diferente do que foi previamente divulgado, com detalhes sobre a participação de um ex-militar israelense na logística da saída do senador do Brasil. O advogado de Flávio, Frederick Wassef, declarou que as informações veiculadas não são oficiais e negou que se tratasse de uma fuga.

Flávio ressaltou que, agora nos EUA, pode se manifestar livremente sem o risco de decisões judiciais que considera arbitrárias. Ele criticou o ministro Alexandre de Moraes e relatou que a polícia foi enviada à sua casa para realizar buscas, que incluíram o quarto de suas filhas. Na nota, ele se posiciona contra o sistema político que, segundo ele, visa preservar a situação atual do país em benefício de poucos.

O senador anunciou que nos próximos dias pretende conceder entrevistas a veículos de comunicação brasileiros e internacionais, afirmando que serão realizadas “sem cortes, sem filtro”, para que possa expor suas opiniões e relatos que acredita não conseguir compartilhar enquanto estiver no Brasil.

Fonte: Gazeta Do Povo.