No último debate presidencial transmitido pela TV Globo, Flávio Bolsonaro (PL) se destacou entre os eleitores independentes, superando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na avaliação geral. De acordo com um relatório da Sala de Debate da Quaest, realizado no dia 23 de outubro de 2026, Flávio obteve uma nota média de 6, enquanto Lula ficou com 5,2.
A pesquisa segmentou os participantes em cinco grupos político-identitários: lulistas, esquerdistas, independentes, direitistas e bolsonaristas. Lula teve melhor desempenho entre os grupos à esquerda, obtendo notas de 8,7 entre os lulistas e 6,5 entre os eleitores de esquerda, enquanto Flávio registrou 3,4 e 4,2, respectivamente.
Entre os independentes e os eleitores que se identificam com a direita, a situação se inverteu. Flávio obteve 6 entre os independentes e 7,4 entre os direitistas, enquanto Lula ficou com 5,2 e 3,9. Entre os bolsonaristas, Flávio alcançou a impressionante nota de 9, enquanto Lula obteve apenas 3.
O momento de maior destaque para Flávio ocorreu quando ele criticou a gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), recebendo uma nota geral de 8,1. Ao abordar o tema, ele falou sobre a corrupção, a burocracia e a falta de medicamentos, o que ressoou bem entre os eleitores independentes, que lhe deram 6,7.
Outro ponto relevante foi sua fala sobre o poder de compra, onde Flávio destacou que a renda das famílias havia sido prejudicada pelo governo atual, fazendo uma correlação com os gastos públicos e a taxa de juros.
Lula, por sua vez, teve seu melhor momento ao responder a Flávio sobre uma expressão que o senador usou. Ele recordou um acidente que resultou na perda de parte de um dedo e usou isso para se conectar com a classe trabalhadora, recebendo nota 7,8.
O relatório da Quaest também mostrou que Flávio dominou as discussões sobre segurança, infraestrutura e política, enquanto Lula teve melhor desempenho em temas como emprego e saúde. É importante ressaltar que o levantamento não é uma pesquisa eleitoral, mas uma análise das falas durante o debate.
Os resultados foram baseados em notas de zero a dez, levando em consideração a avaliação ponderada dos segmentos político-identitários.
Fonte: Revista Oeste.









