O candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), apresentou uma petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 21 de outubro de 2026, autorizando a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos. Essa decisão é uma resposta ao desafio feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas vem acompanhada de condições específicas.
Flávio condiciona a abertura de seus registros à divulgação de informações sobre familiares de Lula, pessoas próximas ao petista e despesas do governo federal. A petição foi endereçada ao ministro André Mendonça e menciona os familiares de Flávio citados por Lula, além de quatro empresas nas quais o senador é sócio ou administrador, com a expectativa de que os dados sejam disponibilizados no sistema DivulgaCandContas.
O documento também pede a liberação de todas as mensagens trocadas entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro. No entanto, a autorização é condicionada e não implica que os registros já tenham sido tornados públicos.
Na petição, o senador critica a proposta de Lula, classificando-a como uma “promessa vazia” e uma “demagogia barata”. Ele argumenta que a abertura de sigilo apenas de Lula não seria suficiente para esclarecer as suspeitas sobre seu patrimônio e suas relações. O senador menciona investigações como a Operação Lava Jato e acusações relacionadas ao Banco Master e fraudes no INSS para justificar sua solicitação de ampla divulgação de informações.
Entre as exigências de Flávio estão autorizações individuais para acessar os sigilos de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, além de dados sobre empresas dos filhos do ex-presidente e o Instituto Lula, abrangendo registros desde 2003.
Flávio também solicita informações sobre reuniões entre Lula e Daniel Vorcaro, além de dados de pessoas envolvidas em investigações de fraudes do INSS. No que diz respeito às despesas da Presidência, o candidato pede a divulgação dos gastos do cartão corporativo desde janeiro de 2023 e dados sobre a agenda da vice-primeira-dama Janja da Silva.
Em evento em Guarulhos (SP), Flávio reiterou sua disposição de aceitar o desafio de Lula, ironizando a situação ao afirmar que o presidente “nem tem celular” e desafiando-o a abrir seus próprios sigilos, incluindo os de Marcola, a quem atribui ligações destinadas a Lula. “Vou levar até as últimas consequências”, afirmou o candidato.
Fonte: Revista Oeste.









