Jim Bakker, um dos primeiros televangelistas e uma figura polêmica, faleceu no dia 5 de outubro de 2026, aos 86 anos. A informação foi confirmada por sua segunda esposa, Lori Bakker, que não revelou a causa da morte.
Bakker ganhou notoriedade nas décadas de 1970 e 1980 como apresentador do programa de televisão cristão “PTL Club”, que co-apresentava com sua primeira esposa, Tammy Faye. O programa, transmitido ao vivo cinco dias por semana, conquistou 14 milhões de lares americanos e alcançou 40 países. Sua carisma e habilidade de se conectar com o público tornaram-no uma figura querida, encerrando cada episódio com a frase: “Deus te ama, ele realmente ama.”
O televangelista utilizou sua popularidade para construir o parque temático cristão Heritage USA, localizado perto de Fort Mill, na Carolina do Sul, que recebeu seis milhões de visitantes em seu auge, em 1986. No entanto, sua ascensão foi acompanhada por controvérsias, especialmente a adoção do “evangelho da prosperidade”, que prometia riqueza e felicidade aos fiéis.
Entre os anos de 1984 e 1987, Bakker e sua esposa receberam uma compensação de 4,7 milhões de dólares do PTL. Contudo, a vida de Bakker mudou drasticamente em 1987, quando um escândalo envolvendo um caso extraconjugal com a secretária Jessica Hahn veio à tona. Em 1989, ele foi condenado por fraude e sentenciado a 45 anos de prisão, mas cumpriu menos de cinco anos.
Após sua liberação, Bakker fundou uma nova ministério em Branson, Missouri, e se distanciou do evangelho da prosperidade, focando em temas sobre o fim dos tempos e vendendo produtos de sobrevivência. Em 2021, ele e seu ministério pagaram uma indenização de 156 mil dólares por alegações de que um produto seu era um tratamento para COVID-19.
Jim Bakker deixa sua esposa, Lori, sua filha Tammy Sue, seu filho Jay e cinco filhos adotivos. Sua vida e carreira foram marcadas por uma combinação de sucesso, escândalos e reviravoltas que o tornaram uma figura emblemática na história do televangelismo americano.
Fonte: Christianity Today.










