Em outubro de 2025, o governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, solicitou que o Brasil realizasse eleições presidenciais “livres” em 2026, incluindo a participação de “dissidentes políticos”. Essa exigência foi revelada em uma minuta relacionada às negociações sobre a tarifa de 50% imposta pelo governo Trump sobre produtos brasileiros.
O documento, que foi acessado pelo Estado de S.Paulo e confirmado por uma fonte do governo brasileiro, indicava que o Brasil se comprometeria a garantir um processo eleitoral justo e a não restringir a participação de dissidentes. A tarifa elevada foi justificada pelo governo americano em parte devido ao processo legal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), onde ele foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe em 2022.
A minuta continha ainda 20 outras solicitações, incluindo a proibição de multas extraterritoriais e a proteção da liberdade de expressão, conforme assegurada pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA. A proposta foi analisada pelo chanceler brasileiro, Mauro Vieira, em uma reunião na embaixada em Washington, em outubro de 2025, antes de uma rodada de negociações com o secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Durante a reunião, Vieira considerou a minuta “inaceitável” e solicitou que não fosse apresentada nas discussões daquele dia, um pedido que foi acatado. Segundo fontes, a proposta não teve impacto nas negociações subsequentes, que resultaram no relaxamento de parte das tarifas e sanções relacionadas.
Após a pressão internacional e a inflação nos Estados Unidos, a tarifa de 50% foi posteriormente revogada. Contudo, em julho de 2026, o Brasil enfrentou uma nova tarifa de 25% sobre produtos, sob a alegação de práticas comerciais injustas, além de uma sobretaxa adicional de 12,5% devido à falta de medidas contra a importação de produtos com trabalho forçado.
Entre os produtos isentos dessas tarifas estão terras raras, café e aeronaves civis. O Departamento de Estado dos EUA foi contatado para comentar sobre o assunto, mas ainda não se manifestou.
Fonte: Gazeta Do Povo.










