15/07/2026 – Washington (EUA) – O governo de Donald Trump lançou uma ofensiva econômica na América Latina, direcionando bilhões de dólares a projetos de infraestrutura e energia com o objetivo declarado de reduzir a presença da China e da Rússia na região.
Estratégia mira segurança nacional e governos alinhados
A iniciativa, apelidada por parlamentares americanos de “Doutrina Monroe 2.0”, prioriza parcerias com administrações latino-americanas de perfil conservador. Autoridades em Washington afirmam que a medida visa fortalecer laços regionais, garantir acesso a minerais estratégicos e evitar que Pequim e Moscou consolidem influência política e econômica no continente.
Substituir capitais asiáticos e russos
Agências de comércio dos Estados Unidos indicam que o plano busca substituir investimentos chineses e russos em setores como transporte e energia por recursos norte-americanos. A Casa Branca sustenta que a presença dos EUA reduzirá a dependência dos países vizinhos de potências externas rivais.
Projetos já em negociação
Entre as iniciativas em curso, destacam-se:
• Honduras: construção de um corredor logístico ligando Atlântico e Pacífico, com ferrovias e portos, orçado em até US$ 20 bilhões.
• Argentina: acordos para expansão da energia nuclear civil com tecnologia dos EUA.
• Minerais críticos: tratativas com vários governos para exploração de terras raras, componentes essenciais de baterias e semicondutores.
Terras raras na mira do Departamento de Estado
Embora a China detenha a maior fatia do mercado global de terras raras, Washington aponta o Brasil como um dos países com maior potencial de fornecimento. Diplomatas norte-americanos reconhecem, entretanto, a existência de resistência política em Brasília a uma aposta concentrada no capital dos EUA.
Riscos e benefícios para os parceiros
Analistas ouvidos por órgãos oficiais dos Estados Unidos afirmam que aderir massivamente ao financiamento norte-americano pode restringir a liberdade diplomática de países como o Brasil, historicamente adeptos da diversificação de alianças. Em contrapartida, o pacote promete acesso a tecnologia avançada e a mercados que a China não disponibilizaria da mesma forma, segundo fontes do setor privado.
As negociações prosseguem paralelamente à mudança de governos na região, cenário que, de acordo com Washington, cria “janela única” para consolidar novos acordos bilionários e redefinir a correlação de forças no continente.
Com informações de Gazeta do Povo