Washington, 20 de julho de 2026 – O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou nesta segunda-feira (20) um relatório de 100 páginas que classifica o regime cubano como “ameaça singular” à segurança nacional norte-americana. O documento, intitulado “Cuba: A Capital do Comunismo no Século XXI”, sustenta que Havana patrocina o que chama de “terrorismo de esquerda” e conduz há décadas uma campanha de espionagem contra Washington.
Assinado pela equipe chefiada pelo secretário de Estado Marco Rubio, de ascendência cubana, o relatório afirma que, desde a revolução de 1959, o governo da ilha “treinou terroristas, abrigou fugitivos e se infiltrou em instituições dos EUA”. Segundo o texto, a estratégia envolveria não apenas militares e agentes secretos, mas também estudantes, intelectuais e organizações não governamentais.
O departamento sustenta ainda que Cuba abriga “um número crescente” de instalações militares e de inteligência estrangeiras, acusação rejeitada repetidamente por Havana, que nega ceder espaço a potências rivais como China e Rússia.
Pressão de Trump
A publicação do relatório é apresentada como mais um passo do presidente Donald Trump para pressionar o governo cubano a adotar reformas políticas e econômicas. No mês passado, Trump declarou que a Casa Branca “assumiria o controle” da ilha e indicou que Cuba poderia ser o próximo alvo, depois da Venezuela, a sucumbir às sanções de Washington.
Na semana passada, Rubio comandou em Washington uma cúpula ministerial dedicada a combater o suposto avanço do terrorismo de extrema esquerda no mundo, movimento que, segundo o secretário, teria apoio direto do regime cubano.
O documento conclui que Havana “aperfeiçoou um modelo de guerra de desgaste” baseado em espionagem, infiltração, sabotagem e redes de aliados, com o objetivo de “virar os EUA contra si mesmos”.
Com informações de Gazeta do Povo