O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teve um encontro não agendado com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e outros altos oficiais da corporação. A reunião ocorreu na terça-feira, 6 de outubro, na sede do STF, em Brasília. Além de Moraes e Rodrigues, participaram o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada da Costa, e o delegado Denis de Carli.
Esse encontro surge cerca de um mês após o afastamento preventivo de Andrei e Almada, que ocorreu em 8 de setembro, decisão tomada pelo ministro André Mendonça. O afastamento foi motivado pela divulgação de relatórios de Inteligência da PF usados por Moraes para solicitar a investigação da conduta de Mendonça.
Os relatórios, elaborados entre 3 e 31 de agosto, continham informações sobre a atuação de Moraes no Inquérito das Fake News e foram entregues ao ministro por Andrei. Moraes utilizou esses documentos para fundamentar um pedido ao presidente do STF, Edson Fachin, acusando Mendonça de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade em investigações sobre o Banco Master e fraudes no INSS.
Em resposta ao afastamento, Mendonça alegou que a PF havia realizado um monitoramento irregular de suas atividades, o que foi negado por Andrei, que afirmou que a PF agiu de acordo com uma ordem judicial de Moraes. O afastamento durou apenas um dia, com a volta dos diretores aos seus cargos após decisões do STF.
Além disso, Moraes e Andrei estão interligados a outro episódio envolvendo o Banco Master. Em abril de 2024, ambos participaram de um fórum jurídico em Londres, que teve o Banco Master como patrocinador. Documentos enviados à CPMI do INSS revelaram que eles estavam presentes em um evento social, levantando questionamentos sobre a relação entre Moraes, Andrei e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, atualmente preso.
A investigação sobre o Banco Master reascendeu o debate sobre a conduta de Moraes e Andrei, especialmente após a divulgação de mensagens que sugerem contatos entre Vorcaro e autoridades antes da prisão do banqueiro. O presidente do STF, Edson Fachin, solicitou à PF informações detalhadas sobre todas as autoridades mencionadas nas investigações, com uma reunião marcada para 13 de outubro.
O caso continua a se desdobrar, atraindo a atenção da mídia e questionamentos sobre a atuação de figuras proeminentes do Judiciário e da Polícia Federal.
Fonte: Revista Oeste.









