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Empresário Daniel Vorcaro é investigado por envolvimento em rede de prostituição de refugiadas

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O empresário Daniel Vorcaro, conhecido por ser o dono do Banco Master, está preso desde março de 2026 na penitenciária conhecida como ‘Papudinha’, em Brasília. Ele é investigado por supostamente ter estruturado e financiado uma rede internacional de prostituição que recrutava mulheres refugiadas, com um investimento de pelo menos R$ 4,3 milhões.

Segundo informações divulgadas pelo portal UOL, mensagens atribuídas a Vorcaro revelam que ele atuava como sócio oculto do esquema, que incluía agenciadores e uma casa noturna em São Paulo. A Polícia Federal (PF) investiga o caso por possíveis crimes de exploração sexual e tráfico internacional de pessoas.

As conversas indicam que Vorcaro não apenas utilizava os serviços da rede, mas também estava diretamente envolvido na seleção das mulheres, negociação de pagamentos e decisões sobre quem permaneceria no grupo. Outros investigados no caso incluem Leonardo Serrano, proprietário de uma empresa de eventos, e Diogo Batista, promotor de eventos que recebia R$ 120 mil mensais de Vorcaro.

Em dezembro de 2023, Vorcaro recebeu uma proposta para adquirir 50% da Allure Eventos, uma agência de modelos, pelo valor de R$ 1,5 milhão. A proposta previa a contratação de duas pessoas para projetos de interesse comum e a criação de uma estrutura para receber modelos indicadas pelo investidor.

Relatos indicam que uma jovem ucraniana de 19 anos, refugiada da guerra, foi mencionada nas conversas. Ela teria sido introduzida ao grupo após uma festa de Halloween em outubro de 2023. Diogo Batista informou a Vorcaro sobre a presença de três refugiadas e o banqueiro comentou: “Tem que sobrar alguma refugiada pra mim”.

Além de ucranianas, as mensagens também mencionam mulheres de outras nacionalidades, como russas, venezuelanas, argentinas e polonesas, destacando a preferência por refugiadas em situações vulneráveis. As mulheres eram levadas a eventos privados frequentados por figuras influentes, tanto no Brasil quanto no exterior.

A PF abriu um inquérito em maio para investigar a participação de garotas de programa estrangeiras e possíveis irregularidades na contratação de serviços. A exploração sexual e o favorecimento da prostituição por terceiros podem caracterizar crimes, dependendo do contexto, enquanto a prostituição em si não é considerada crime no Brasil.

Fonte: Revista Oeste.