O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro manifestou sua opinião sobre a saída do irmão, o senador Flávio Bolsonaro, dos Estados Unidos, durante uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube, realizada no dia 3 de novembro de 2026. Ele considerou a saída como “exitosa” e criticou o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, vencido por Luiz Inácio Lula da Silva, levantando a possibilidade de “indícios de fraude”.
Na transmissão de aproximadamente 50 minutos, Eduardo afirmou que a extensão do horário de votação, determinada pelo ministro Cristiano Zanin do Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido da campanha de Lula, foi um fator que poderia ter influenciado o resultado eleitoral. “Depois da extração do Nicolás Maduro, essa foi a operação mais sensível e exitosa da história da América Latina”, declarou.
Ele questionou a decisão do STF de permitir a prorrogação do horário de votação, que, segundo ele, foi uma manobra que alterou as expectativas do mercado, que antes acreditava em uma vitória de Flávio. “Quando saiu a notícia do Zanin botando duas horas a mais de votação, o mercado precificou essa informação nova”, ressaltou.
Eduardo ainda mencionou a situação de 106 urnas onde Flávio não recebeu votos, enquanto Lula teve quase 15 mil. “Qual é a chance do Flávio ter zero votos?”, indagou, criticando o papel do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na condução e julgamento das eleições.
Em relação à saída de Flávio para os EUA, Eduardo afirmou que a ordem para a entrega do passaporte do senador pelo STF ocorreu logo após a confirmação do resultado das eleições, o que, segundo ele, foi um erro estratégico dos adversários. “Foram com muita sede ao pote, os cachorrinhos do Moraes”, ironizou, referindo-se ao ministro Alexandre de Moraes.
Agradecendo ao presidente dos EUA, Donald Trump, por permitir a permanência de Flávio e sua família no país, Eduardo afirmou que a Casa Branca concedeu um ano de permanência por razões humanitárias. Ele também comentou sobre as eleições de meio de mandato nos EUA e a estabilidade do status de Flávio, afirmando que o Congresso não pode revogar vistos.
Por fim, Eduardo previu uma crise econômica durante o novo mandato de Lula e sugeriu a possibilidade de um impeachment do presidente, lembrando os casos de Fernando Collor e Dilma Rousseff. “Talvez seja menos trabalhoso até do que a Dilma, porque a gente tem mais parlamentares à direita”, concluiu.
Fonte: Revista Oeste.









