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Petrobras sobe preço do querosene de aviação em 55% e setor aéreo prevê novos aumentos nas passagens

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A Petrobras aplicará um reajuste de 55% no preço do querosene de aviação (QAV) a partir de 1º de abril de 2026. O aumento, atribuído aos reflexos da guerra no Oriente Médio sobre as cotações internacionais do petróleo, incide sobre o principal insumo do transporte aéreo, responsável por cerca de 36% dos custos operacionais das companhias.

A informação foi confirmada por levantamento do site Aeroin e pelo jornal Valor Econômico junto à holding Abra, controladora de Gol e Avianca. Em conferência com analistas nesta terça-feira (31), o diretor da Abra, Manuel Irarrázaval, classificou o ajuste como “moderado” para o mês de abril.

De acordo com Irarrázaval, cada aumento de US$ 1 no valor do QAV obriga o grupo a elevar em 10% o preço das passagens para equilibrar os custos, o que representa um impacto adicional de US$ 70 milhões por mês.

Impacto imediato nas tarifas

Plataformas de venda de bilhetes identificaram alta média de 15% nas tarifas em apenas dez dias, tendência que pode se intensificar. Dados do IBGE mostram que, na primeira quinzena de março, as passagens aéreas subiram 5,94%, maior contribuição individual para a inflação do período.

Distribuição e repasse

Na segunda-feira (30), a Vibra Energia — principal distribuidora de QAV nos aeroportos brasileiros e ex-BR Distribuidora — confirmou que repercutirá integralmente o reajuste da estatal petrolífera.

A Petrobras ainda não comentou oficialmente o aumento solicitado pela reportagem desde a tarde de 30 de março.

Apesar da pressão, Gol e Avianca conseguiram reduzir em cerca de 50% o consumo de combustível entre março e maio do ano passado, estratégia que tem amortecido parte dos repasses ao consumidor.

Com informações de Gazeta do Povo