Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende oficializar um novo plano de renegociação de dívidas assim que voltar de viagem à Europa, prevista para terminar na próxima terça-feira, 21 de abril. A informação foi confirmada pelo ministro substituto da Fazenda, Dario Durigan, nesta segunda-feira (13).
“Estamos finalizando o desenho do programa e vamos apresentá-lo ao presidente. A expectativa é produzir um impacto significativo para que a população reduza ou elimine suas dívidas”, declarou Durigan.
Desenrola Brasil ficou aquém do esperado
O governo já havia lançado o Desenrola Brasil, que renegociou R$ 58 bilhões em débitos e alcançou mais de 15 milhões de cidadãos. Dados do Banco Central indicam, contudo, que para cada R$ 1 negociado surgiram R$ 1,15 em novas dívidas, indicando reendividamento.
Com 15% dos acordos do Desenrola em atraso, a nova iniciativa deve incluir mecanismos para evitar que os beneficiários voltem a contrair obrigações, embora persista o risco de aumento do custo com juros em eventuais refinanciamentos.
Uso do FGTS em estudo
Entre as opções avaliadas pela equipe econômica está a liberação de saldos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o pagamento de dívidas. A medida poderia injetar cerca de R$ 7 bilhões diretamente dos recursos dos trabalhadores nos bancos credores.
Após o fim do Desenrola, a Serasa registrou 81,4 milhões de inadimplentes, maior número desde 2020 e superior aos 72,9 milhões contabilizados no início do governo.
Agenda internacional
Lula visita Espanha, Alemanha e Portugal, acompanhado de presidentes de estatais e 15 ministros. Durante o giro, o chefe do Executivo pretende buscar apoio para a candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral das Nações Unidas.
Com informações de Gazeta do Povo