São Paulo — O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (12/11/2025) que a definição da taxa básica de juros é estritamente técnica e baseada em indicadores econômicos.
Durante a apresentação do Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do primeiro semestre, realizada na capital paulista, Galípolo respondeu a declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre possíveis cortes nos juros.
“Todo mundo pode brigar com o Banco Central. O Banco Central é que não pode brigar com os dados”, disse o chefe da autoridade monetária.
Atualmente, a Selic está em 15,25% ao ano, o maior patamar desde julho de 2006. A autarquia persegue uma meta de inflação de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Nos 12 meses encerrados em outubro, o IPCA acumulou alta de 4,68%, acima do centro da meta.
Haddad, que já teve Galípolo como braço direito no Ministério da Fazenda, afirmou recentemente enxergar espaço para redução dos juros, mas o presidente do BC reiterou que qualquer decisão dependerá do comportamento dos indicadores econômicos.
Com informações de Gazeta do Povo