Brasília – O Banco Central (BC) encaminhou nesta segunda-feira (29) ao Tribunal de Contas da União (TCU) explicações detalhadas sobre a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em 18 de novembro de 2025.
A manifestação foi solicitada após o Ministério Público junto ao TCU apontar indícios de falhas na supervisão da autoridade monetária. Dez dias antes, o relator do processo, ministro Jhonatan de Jesus, havia concedido prazo de 72 horas para o envio das informações, mas o BC perdeu o limite em razão do recesso de Natal. O procedimento tramita em sigilo.
Pedidos do relator
No despacho inicial, Jesus avaliou que o BC pode ter agido de forma precipitada ao optar pela medida mais severa. Ele solicitou que a autarquia apresente:
- os fundamentos técnico-jurídicos que embasaram a liquidação;
- avaliações de alternativas menos gravosas previstas na legislação;
- linha do tempo das negociações para eventuais soluções de mercado, inclusive propostas de instituições interessadas ou de compra por grupo privado;
- registro de eventuais divergências internas e o tratamento dado a cada uma.
Se a documentação não for considerada suficiente, o relator prevê realizar inspeção direta na sede do BC.
Investigação paralela
O Banco Master é alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura suspeita de fraude de R$ 12,2 bilhões. O caso também motivou questionamentos sobre a atuação do BC na fiscalização da instituição financeira.
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, não se pronunciou publicamente sobre a entrega das informações.
Com informações de Gazeta do Povo