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Deputado propõe CPMI para investigar financiamento de influenciadores nas eleições de 2026

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No dia 30 de junho, o deputado federal Capitão Alden (PL-BA) anunciou a elaboração de um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). O foco da investigação será apurar o uso de recursos públicos federais destinados ao financiamento de influenciadores digitais e campanhas políticas nas eleições de 2026.

A proposta surge a partir de questionamentos sobre a atuação de estruturas digitais durante o segundo turno das eleições, especialmente em relação ao deputado André Janones (Rede-MG) e ao canal “Exército do Lula”. Janones conduziu uma campanha nas redes sociais com o objetivo de conquistar 10 milhões de seguidores. Alden observou que a comparação entre o crescimento de votos entre os turnos não é, por si só, um indicativo de irregularidade.

A CPMI buscará informações sobre contratos de publicidade institucional, pagamentos a agências de comunicação e subcontratações. O intuito é verificar se recursos públicos foram utilizados para beneficiar candidatos ou prejudicar seus oponentes. Alden enfatizou que a investigação não tem a intenção de criminalizar a atuação política de influenciadores, mas sim de esclarecer a origem dos recursos utilizados.

“Um influenciador pode apoiar um candidato de forma espontânea, mas usar dinheiro do contribuinte para promover propaganda eleitoral disfarçada de opinião independente é inaceitável”, declarou o deputado.

Capitão Alden ressaltou a importância da transparência nas operações digitais, afirmando que é crucial identificar quem financiou essas ações, quem recebeu os pagamentos e quanto foi gasto. A proposta prevê a formação de uma comissão composta por 15 deputados e 15 senadores, com um prazo de funcionamento de 180 dias. O requerimento ainda está sendo preparado e Alden precisa coletar assinaturas e documentos antes de protocolar oficialmente no Congresso Nacional.

O parlamentar também destacou que a fiscalização deve continuar após o término do processo eleitoral. “A eleição acabou, mas a obrigação de fiscalizar o uso do dinheiro público permanece”, afirmou. “O dinheiro público não é de partidos ou influenciadores; é do povo brasileiro.”

Se comprovados desvios de finalidade, os responsáveis poderão ser punidos conforme a legislação vigente.

Fonte: Revista Oeste.