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Sem licitação: contrato de R$ 11 milhões com empresa de Whindersson é investigado pelo TCE-PI

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O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) abriu investigação sobre um contrato, firmado sem licitação, entre o governo piauiense e a Tron, empresa ligada ao humorista Whindersson Nunes. O acordo, assinado em 19 de agosto, passou de R$ 4,99 milhões para R$ 11 milhões e tem validade até agosto de 2026.

Segundo a Secretaria de Educação do Piauí (SEDUC-PI), os recursos são de repasses federais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Uma representação ao TCE-PI sustenta que a pasta favoreceu a contratada ao optar pela dispensa de licitação, mesmo após reconhecer, em Estudo Técnico Preliminar (ETP), a existência de outras empresas capacitadas para executar o serviço.

O relatório da corte aponta que a justificativa utilizada pela SEDUC-PI “supervalorizou” a capacidade técnica da Tron e impediu a participação de concorrentes, violando os princípios de isonomia e competitividade previstos na Lei nº 14.133/2021.

Em 4 de fevereiro, o conselheiro Kleber Dantas Eulálio acolheu a representação do Ministério Público de Contas e encaminhou o caso à Diretoria de Fiscalização de Licitações e Contratações para análise. Empresas citadas no próprio ETP foram listadas como possíveis participantes de um processo licitatório.

A denúncia foi publicada inicialmente pelo jornalista José Ribas Neto, em Teresina, e repercutida pela coluna de Andreza Matais no portal Metrópoles. Whindersson Nunes e a SEDUC-PI não se pronunciaram até a publicação.

Nas redes sociais, o humorista reagiu com ironia. Em duas postagens, escreveu: “Tem que prender, eu moro em Barueri, sejam rápidos eu não aguento mais” e, na sequência, “A papuda me espera”.

Com informações de Direita Online

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